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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Despertar!


Olhe profundamente para esta imagem e encontre sua verdadeira divindade.
  Silencie sua mente das agitações e perturbações mentais e ouça  sua alma. Sinta a presença do Buda que mora dentro do seu âmago e renasça com ele. Traga para fora sua luz, seu amor, sua força, sua coragem, sua vitalidade e desperte para sua essência. Ouça o que teu espírito tem  a lhe dizer. Confie em você se dê uma chance. Não tenha medo de ouvir e assumir quem realmente você é. A vida está sempre ao seu lado, nós que nos colocamos na defensiva e buscamos  caminhos opostos que nos trazem dor, sofrimento, revolta, frustração e medo. Fugir de si mesmo é como fugir de seus fantasmas mentais que não existem e que são apenas ilusões criadas pela sua mente que fantasia um mundo imaginário. Você vive atormentado com pensamentos que não são reias e os alimenta dentro de si  acreditando que está se precavendo de algo que nunca vai acontecer. Metade de seu sofrimento é ilusório, pois não é seu. Você capta do astral das pessoas e dos ambientes que você frequenta e assume como se fossem seus e não se da conta que você está fora de seu espírito.Viver no espírito é viver em equilíbrio físico, mental e espiritual onde você vive na consciência búdica e sabe distinguir o que é bom e saudável para você e sem prejudicar ninguém respeitando o ciclo natural da vida.

Ao ler este texto abaixo mergulhe em seu ser mais profundo e  encontre o buda que está em você. Boa viagem....

Hoje em dia ninguém ouve ninguém. Você ouve o que espera ouvir. A expectativa funciona como um par de óculos. Seus olhos deveriam ser janelas – esta é a técnica.
Nada deve sair de seus olhos, porque se algo sai, uma nuvem é criada. Então você vê coisas que não existem e sofre sutil alucinação. Faça com que em seus olhos e ouvidos haja pura claridade.
Todos os seus sentidos deveriam estar claros, sua percepção pura – só então a Existência poderia ser-lhe revelada.
Quando conhecer a Existência, saberá que você é um Buda, um deus, porque na Existência tudo é divino.
Contemple primeiro o céu. Deite-se no chão e fique apenas olhando para o céu. Só uma coisa deve ser tentada: não olhe para nada. No início você cairá muitas e muitas vezes, esquecerá muitas e muitas vezes; você não poderá se lembrar continuamente, mas não se sinta frustrado; isso é natural, sendo o hábito tão antigo como o é. A cada vez que se tornar a lembrar, retire seus olhos do foco, faça com que fiquem soltos e olhe apenas o céu – sem fazer nada, olhando apenas.
Depressa chegará o momento em que você poderá olhar o céu, sem tentar ver alguma coisa ali.
Nesse momento tente isso com o céu interior.
Feche os olhos, então, e olhe para o interior, sem procurar coisa alguma, com o mesmo olhar ausente. Os pensamentos flutuam, mas você não procura por eles, nem olha para eles – está simplesmente olhando.
Se vierem, será bom, se não vierem, também será bom. E daí, será capaz de ver as brechas: um pensamento passa, passa também um outro – e a brecha. Então aos poucos, poderá ver o pensamento tornar-se transparente; mesmo quando o pensamento estiver passando você continuará a ver a brecha, você continuará a ver o céu escondido atrás das nuvens.
E quanto mais se tornar sincronizado com essa visão, mais pensamentos irão tombando, aos poucos diminuindo, e diminuindo, diminuindo. As brechas se tornarão mais largas: durante alguns minutos não haverá pensamentos; tudo se fará silencioso e quieto, interiormente- estão juntos o céu exterior e o céu interior, unidos pela primeira vez.
Tudo parecerá absolutamente beatífico, não haverá perturbação. E se essa maneira de ver se tornar natural em você – e tornar-se é uma das coisas mais naturais, basta desfocar, descondicionar.
O estado de Buda significa o mais alto despertar. Quando não há distinções, quando todas as divisões se perderam, atinge-se a unidade e só o um permanece.  Não, você não diz que o um permanece, mas que o dois desapareceu, que os muitos desapareceram. Agora o que existe é uma vasta unidade; já não há fronteira para nada.
…uma árvore fundindo-se em outra árvore, a terra fundindo-se nas árvores, ás árvores fundindo-se no céu, o céu fundindo-se no além…
Você fundindo-se em mim, eu em você… Tudo fundindo-se…as distinções perdidas, desfazendo-se imergindo, como ondas, em outras ondas…uma vasta unidade vibrando, viva, sem fronteiras, sem definição, sem distinções…o sábio fundindo-se no pecador, o pecador fundindo-se no sábio…o bom tornando-se mau, o mau tornando-se bom…a noite fazendo-se dia e o dia fazendo-se noite…a vida desfazendo-se na morte, e a morte novamente modelando a vida…Então tudo se tornou um….
Só nesse momento é que o estado de Buda é obtido: quando nada há de bom, nada há de mau, nem pecado, nem virtude, nem trevas, nem luz, nada, nenhuma distinção...
Texto extraído de fonte desconhecida.

Amor a força que une!

Olhe para sol que está dentro de você e contemple o amor de Deus!

 Sinta através destes raios o poder e a magia do amor que gira em torno de você. Deixe fluir está luz  em sua vida iluminando seus passos em direção a morada do Pai Celestial.

O amor é a graça redentora de toda a humanidade. Nós entramos em contato com esta energia primordial
 em nossos mais lindos momentos. A partir do momento em que nasce um bebê, quando ele está envolvido no amor generoso de sua mãe. A partir do momento em que uma pessoa entra em ação para salvar os outros do perigo, a partir de quando os seus próprios pensamentos de sobrevivência são “iluminados” pelo amor e pelo carinho que resplandecem do seu coração.
Quando uma pessoa recorda a sua vida, ela vê uma coisa que mais importava: o Amor, o Amor Puro e Incondicional.
É a fonte da compaixão. É a energia do cuidado com os outros. É a força de ligação que une todo o universo e flui através de você sempre que você simplesmente o permite.
O Amor é o portal para a consciência espiritual. É através da ativação do coração espiritual que passamos para um novo mundo de expansão e de alegria. Nos reinos da consciência espiritual, encontramos a paz, a felicidade e a contínua inspiração. Nos reinos da consciência espiritual, expandimos a nossa visão da vida para vermos as questões que são importantes para a alma. Podemos então ver como o amor pode curar e como podemos e deveríamos passar o tempo espalhando um pouco mais de amor no mundo a cada dia, ainda que isto seja simplesmente feito em uma prece silenciosa pelo bem-estar dos outros.
Permita que o seu coração se abra ao amor a cada dia. Quando você entra em sintonia com o fluxo natural do amor por todo o universo, você então sente o fluxo natural da energia em seu próprio ser. Os seus sentidos de discernimento e tempo se desenvolvem para ajudá-lo a realizar mais facilmente e a ser mais bem sucedido nas tarefas que são importantes a você.
O fluxo do amor é decisivo para a vida. Sem o amor onipresente do Criador que preenche todo o Universo, nada existiria. Ao longo dos séculos, a humanidade esteve participando de um jogo onde o amor e a inspiração interior foram bloqueados e ignorados. Hoje, tudo está mudando e as pessoas estão se abrindo para este fluxo maravilhoso da energia natural.
Lembre-se do amor interior, especialmente quando circunstâncias externas parecerem sombrias. Lembre-se de que o amor é o portal para os reinos superiores da consciência, onde as respostas podem ser encontradas para enfrentar todos os desafios que a vida apresenta.
Entre em sintonia com o amor. Ele nunca irá deprimi-lo. Em vez disto, irá libertar o seu espírito para explorar os reinos da consciência que oferecem maiores perspectivas de consciência, mais paz de espírito e uma sensação de constante alegria.
Traduzido por Regina Drumond

Depressão, doença que acaba com sua vida!


Depressão uma doença que assusta milhares de pessoas.
Ela é silenciosa, misteriosa e chega de mansinho.
Altera nosso estado de ânimo.
  Nos deixa cabisbaixo e a cada dia vamos caindo mais neste buraco sem fim.
Seus sintomas são sombrios e  melancólicos.
Nada mais nos satisfaz na vida.
Tudo está ruim.
Perdemos nosso entusiamo encantamento pela vida.
Tudo se fecha ao nosso redor.
Nossa vida começa a desmoronar do dia para noite e quando nos damos conta já é tarde demais, tudo ao nosso redor perdeu seu brilho, sua vitalidade e nada mais nos satisfaz.
Nossa vida vira um verdadeiro filme de terror.
Queremos fugir das pessoas, dos compromissos, da vida e nos trancar no quarto e dormir  para sempre.
A vida começa perder seu verdadeiro sentido, nada mais serve. Olhamos para as pessoas que convivem conosco e as culpamos pelo nosso estado de dor, sofrimento, tristeza e solidão.
Nossa mente começa nos atormentar e achar culpas, medos, preocupações, mágoas, ressentimentos, revoltas,  dores passadas, presentes e futuras. Começamos a fantasiar um mundo totalmente diferente do real. 
A escuridão e a tristeza começam a tomar conta de nossa  vida.
Não encontramos  paz em lugar algum. 
O desespero consome nossa alma.
O Pânico começa aparecer.
As fobias começam a crescer.
Começamos a ter medo das pessoas , das coisas, dos animais, de nós mesmos, da vida e de tudo que circula ao nosso redor. Tudo nos atormenta. Nossa vida vira um verdadeiro mar agitado nos revoltamos contra Deus e o mundo.
Nossa jornada em luta contra esta doença começa.
 Tudo fica desesperador.
Buscamos auxílio e ajuda em todos os lugares e parece que nada adianta. Não vemos saída em lugar algum.
 Nossa vida não flue, tudo fica estagnado.
 O desespero e a angústia consome nossa alma.
Queremos morrer. Nada mais importa.
Chorramos dia e noite e só pensamos em fugir de nós mesmos. A dor nos consome por dentro e por fora.
Vemos em tudo problema e nos tornamos pessoas amargas e negativas. Parece que até o sol não brilha mais como  antes, as estrelas ficam mais pequenos e sem luz. Os dias parecem uma eternidade. A  noite que nunca chega  para dormirmos e nunca mais acordarmos, pois ali nos refugiamos. Mas infelizmente outro tormento se inicia, nossa mente começa a nos dominar de uma maneira que vira uma bola de neve a cada dia cresce mais e nos perdemos definitivamente de nós mesmos. Quando achamos que as coisas começariam a se encaminhar tudo ao nosso redor cai num abismo sem fim.
Ficamos assim por vários dias, meses ou anos conforme nosso grau de sofrimento.
Esta dor é tão forte.
 Nos atormenta tanto, que buscamos a morte como solução de tudo.
Mas não adianta buscar refúgio na morte, ela não trará paz e sim mais remorso e tormento em nossa alma.
Nossa mente começa a nos manipular e a criar milhões de impecílhos ao mesmo tempo, nos deixando com um peso enorme de consciência e culpa.
Passamos fugindo de nós mesmos um logo tempo até anos. Mas infelizmente não adiante é hora de assumir nossa responsabilidade por nós mesmos. Começamos a nos dar conta que não existem culpados pela nossa dor e sofrimento. Nós somos responsáveis pela nossa vida e por tudo o que  acontece ao nosso redor.
 Encarar isso não é tarefa fácil.
Quando você assumir realmente a responsabilidade pelos seus atos e aceitar que você atraiu tudo isso através de seus pensamentos e sentimentos e  vibrou isso para sua vida aí tudo ao seu redor começa a mudar.
 Quando você compreende que é responsável pelo o que de bom ou ruim acontece em sua vida  você só tem duas opções: ou muda o que pensa e sente ou fica no estado que está e continua no sofrimento e na dor arranjando culpados e se fazendo de vítima  esperando que alguém venha e assuma sua vida por você. Mas lembre-se passará a eternidade neste estado e ninguém assumirá o que é sua responsabilidade.

Darei continuidade no próximo artigo como tratar a depressão....

Baby Can I hold you ... Tracy Chapman.

5 Frases que envenenam a relação a dois... e como sair do inferno


5 Frases que envenenam a relação a dois... e como sair do inferno




Ninguém gosta de ser tratado como um objeto mas acaba por permiti-lo e, pior ainda, dar por si a fazer o mesmo. Como evitar fazer figuras tristes e cultivar a conjugalidade consciente

São comentários singelos, daqueles que se fazem todos os dias e só estranha quem é turista, de tal modo estão infiltrados na cultural popular e se cultivam na vida privada, entre pessoas que se conhecem bem e se amam, costuma dizer-se até.
Cinco exemplos clássicos...
... Que podem ser confundidos com 'mimos' ou estilos de comunicação que são normais na intimidade e que, a médio prazo, desgastam e conduzem a desfechos indesejados, com efeitos colaterais que se transportam para ligações futuras.
Cena 1: "Vais sair comigo assim?! Não tens mesmo mais nada que possas vestir em vez disso?"
Isto é um sinal de atenção ou... uma desqualificação? Regra geral, observações como esta são feitas – ou interpretadas como instruções a seguir – sem pensar. O problema é mesmo esse: o estatuto de estranha normalidade, que de inócuo nada tem e se interioriza como código, regra, padrão. Uma vez instalado o programa, ele atualiza-se com o passar dos dias: o tom crítico dá lugar à autocensura.
Cena 2: "És tão bom, tão bom... para os outros. Comigo, não vales nada."
Isto é um ataque? Uma indireta face à qual se deve ripostar? Quanto mais se trata alguém como se fosse um objeto com defeito, uma funcionalidade garantida e, até, uma espécie de estação de tratamento para reciclar frustrações, curar feridas e preencher necessidades pessoais (e não só), pior se fica e, mais da vezes, sem sequer perceber porquê.
Cena 3: Uma mulher nos seus 'entas' diz "bom dia" ao homem que partilha consigo o mesmo teto há vários anos; ele replica, com ar de enfado: "Já começas?"
A sequência de interações mortíferas prolonga-se dia fora, sem que tal faça mossa aos cônjuges, habituados que estão a estes 'mimos', capazes de (conta)minar o clima de uma dupla que até poderia ser feliz. Aguentam-se. Aturam-se. Fazem de conta que são duas pessoas de bem, que se respeitam, ou seja, se aceitam sem julgamentos.
Cena 4: "Não vale a pena tanto esforço. Vocês são todas(os) iguais"
Desabafar é humano. Não é para levar a mal. Ou é? Também conhecida por "neurose do destino", a estratégia da vitimização costuma funcionar, pois induz no outro a necessidade de diferenciar-se do todo, mais não seja para defender a sua "honra" (respeito próprio) e, ao mesmo tempo agradar ao que se sente desiludido. Porquê? Para obter a aprovação dele, da depende para se sentir gente.
Cena 5: "Sabes perfeitamente que a culpa disso não é minha, fiz tudo pelos dois e nem devia."
Perfeitamente? Fiz tudo? A mensagem está no implícito, na acusação de luva branca, já que pressupõe uma falha (desatenção, erro) pela qual alguém deve sentir-se mal e remendar seja lá o que for que esteja em débito. Ambos disputam o pódio na esgrima de argumentos para provar quem tem menos culpas no cartório, com um dispêndio de energia tal que se torna insustentável.
"Tudo isto é triste...". Ou não. Começam a evidenciar-se, aqui e além, os sinais de desconforto face às manobras de manipulação e dramatização "da praxe". No início, no meio ou no final de um relacionamento, há formas mais inteligentes e gratificantes de estar na vida, que é curta, afinal.
Conjugalidade consciente
Desde que a prática do divórcio se banalizou, começaram, aos poucos, a ser vistas com bons olhos as separações amigáveis, bem como as histórias de ex que se mantiveram (ou finalmente se tornaram) amigos. O assunto ganha maior relevo no caso das figuras públicas, pela exposição a que estão sujeitas em momentos de vulnerabilidade e perdas afetivas. Quando o Gwyneth Paltrow e Chris Martin (ela estrela de cinema e ele vocalista da banda Coldplay) decidiram separar-se após uma década de casamento, ela anunciou à imprensa que ambos apenas estavam a praticar o "concious uncoupling", ou seja, a desapegar-se da relação de casal sem as tais cenas tristes do costume (do digladiar-se e lavar roupa suja na praça pública ao manter as aparências à custa de ressentimentos e cinismo).
A expressão "Conscious Uncoupling" - ou "descasar consciente" - passou a figurar no léxico da cultura popular.Alguns meses depois, o jornal britânico The Telegraph deu a conhecer ao mundo a pessoa que tinha cunhado este termo (que veio a ser o titulo do seu livro). Katherine Woodward Thomas não estava preparada para o fim do seu relacionamento, mas a última coisa que queria era passar pelo tumulto e animosidade que marcou o divórcio dos pais. A sua meta foi passar por isso com serenidade e conseguiu-o. Daí até ao tema ser discutido nos meios académicos foi um passo.
Agora o foco de atenção começa a ser a Conjugalidade Consciente. Por não o serem, na maioria das vezes, as razões pelas quais nos apaixonamos. Por as escolhas amorosas estarem ligadas ao encantamento por características do outro que, para o melhor e o pior, reconhecem como familiares. Só mais tarde essas escolhas se tornam mais claras: os gestos irresistíveis de ontem são os pomos da discórdia amanhã.
Dito isto, o que se pode fazer para, desde início, ter uma conjugalidade (ou união) consciente, ou seja, à prova de cenas tristes? De acordo com os estudos sobre os fatores que promovem a satisfação e longevidade dos casai, aqui ficam cinco pistas:
Só os Eus completos permitem 'bons' Nós: A fórmula 1 + 1 = 3 pressupões que a relação a dois é mais do que a soma das partes. Se os valores e amor próprio das partes estiver em débito e cada parte se desresponsabilizar por si (talentos e fragilidades), o outro não fará milagres.
Indagar-escutar-aceitar: A forma mais democrática e paritária de conduzir um barco a dois passa pela arte de fazer perguntas objetivas e trocar informação relevante para a dupla se entender, sem interromper, criticar (atenção ao tom!) ou impor. Sim, é difícil. É todo um treino a fazer.
Aferir os níveis de controlo: Se um não quer, dois não dançam. Alterar registos tóxicos requer uma dieta que exclua o excesso de aditivos (posse disfarçada afeto; chantagem que passa por sedução; acusação e queixa seguidas de reconciliação, etc).
Enigmas, não obrigada(o): Fechar os olhos a contradições, não ditos e atitudes paradoxais é como brincar aos blind dates. Pode até ser fascinante no começo, mas a probabilidade de acabar em desilusão e o ressentimento é grande.
Medir o pulso: O "faro", ou a intuição, (permite captar micro expressões e comportamentos não verbais) é algo a seguir sempre que experimentar um sentimento inespecífico e persistente de mal-estar, sinalizando que alguma coisa está errada ou a merecer atenção extra.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Fernando Pessoa

MAIO 14, 2015 PAULOQ DESCATEGORIZADO NENHUM COMENTÁRIO
Sobre convicções…
(…)
Se há facto estranho e inexplicável é que uma criatura de inteligência e sensibilidade se mantenha sempre sentada sobre a mesma opinião, sempre coerente consigo própria. A contínua transformação de tudo dá-se também no nosso corpo, e dá-se no nosso cérebro consequentemente. Como então, senão por doença, cair e reincidir na anormalidade de querer pensar hoje a mesma coisa que se pensou ontem, quando não só o cérebro de hoje já não é o de ontem, mas nem sequer o dia de hoje é o de ontem? Ser coerente é uma doença, um atavismo, talvez; data de antepassados animais em cujo estádio de evolução tal desgraça seria natural.
A coerência, a convicção, a certeza, são além disso demonstrações evidentes — quantas vezes escusadas — de falta de educação. E uma falta de cortesia com os outros ser sempre o mesmo à vista deles; é maçá-los, apoquentá-los com a nossa falta de variedade.
Uma criatura de nervos modernos, de inteligência sem cortinas, de sensibilidade acordada, tem a obrigação cerebral de mudar de opinião e de certeza várias vezes no mesmo dia. Deve ter, não crenças religiosas, opiniões políticas, predilecções literárias, mas sensações religiosas, impressões políticas, impulsos de admiração literária.
Certos estados de alma da luz, certas atitudes da paisagem têm, sobretudo quando excessivos, o direito de exigir a quem está diante deles determinadas opiniões políticas, religiosas e artísticas, aqueles que eles insinuem, e que variarão, como é de entender, consoante esse exterior varie. O homem disciplinado e culto faz da sua sensibilidade e da sua inteligência espelhos do ambiente transitório: é republicano de manhã, e monárquico ao crepúsculo; ateu sob um sol descoberto, e católico ultramontano a certas horas de sombra e de silêncio; e não podendo admitir senão Mallarmé àqueles momentos do anoitecer citadino em que desabrocham as luzes, ele deve sentir todo o simbolismo uma invenção de louco quando, ante uma solidão de mar, ele não souber de mais do que da Odisseia.
Convicções profundas, só as têm as criaturas superficiais. Os que não reparam para as coisas quase que as vêem apenas para não esbarrar com elas, esses são sempre da mesma opinião, são os íntegros e os coerentes. A política e a religião gastam dessa lenha, e é por isso que ardem tão mal ante a Verdade e a Vida.
Quando é que despertaremos para a justa noção de que a política, religião e vida social são apenas graus inferiores e plebeus da estética — a estética dos que ainda a não podem ter? Só quando uma humanidade livre dos preconceitos da sinceridade e coerência tiver acostumado as suas sensações a viverem independentemente, se poderá conseguir qualquer coisa de beleza, elegância e serenidade na vida.
Fernando Pessoa 1915
1ª publ.:”Crónica da vida que passa”. in O Jornal, nº 2. Lisboa: 5-4-1915.
Ultimatum e Páginas de Sociologia Política. Fernando Pessoa (Recolha de textos de Maria Isabel Rocheta e Maria Paula Morão. Introdução e organização de Joel Serrão) Lisboa: Ática, 1980.

Fernando Pessoa



MAIO 14, 2015 PAULOQ DESCATEGORIZADO NENHUM COMENTÁRIO
Sobre convicções…
(…)
Se há facto estranho e inexplicável é que uma criatura de inteligência e sensibilidade se mantenha sempre sentada sobre a mesma opinião, sempre coerente consigo própria. A contínua transformação de tudo dá-se também no nosso corpo, e dá-se no nosso cérebro consequentemente. Como então, senão por doença, cair e reincidir na anormalidade de querer pensar hoje a mesma coisa que se pensou ontem, quando não só o cérebro de hoje já não é o de ontem, mas nem sequer o dia de hoje é o de ontem? Ser coerente é uma doença, um atavismo, talvez; data de antepassados animais em cujo estádio de evolução tal desgraça seria natural.
A coerência, a convicção, a certeza, são além disso demonstrações evidentes — quantas vezes escusadas — de falta de educação. E uma falta de cortesia com os outros ser sempre o mesmo à vista deles; é maçá-los, apoquentá-los com a nossa falta de variedade.
Uma criatura de nervos modernos, de inteligência sem cortinas, de sensibilidade acordada, tem a obrigação cerebral de mudar de opinião e de certeza várias vezes no mesmo dia. Deve ter, não crenças religiosas, opiniões políticas, predilecções literárias, mas sensações religiosas, impressões políticas, impulsos de admiração literária.
Certos estados de alma da luz, certas atitudes da paisagem têm, sobretudo quando excessivos, o direito de exigir a quem está diante deles determinadas opiniões políticas, religiosas e artísticas, aqueles que eles insinuem, e que variarão, como é de entender, consoante esse exterior varie. O homem disciplinado e culto faz da sua sensibilidade e da sua inteligência espelhos do ambiente transitório: é republicano de manhã, e monárquico ao crepúsculo; ateu sob um sol descoberto, e católico ultramontano a certas horas de sombra e de silêncio; e não podendo admitir senão Mallarmé àqueles momentos do anoitecer citadino em que desabrocham as luzes, ele deve sentir todo o simbolismo uma invenção de louco quando, ante uma solidão de mar, ele não souber de mais do que da Odisseia.
Convicções profundas, só as têm as criaturas superficiais. Os que não reparam para as coisas quase que as vêem apenas para não esbarrar com elas, esses são sempre da mesma opinião, são os íntegros e os coerentes. A política e a religião gastam dessa lenha, e é por isso que ardem tão mal ante a Verdade e a Vida.
Quando é que despertaremos para a justa noção de que a política, religião e vida social são apenas graus inferiores e plebeus da estética — a estética dos que ainda a não podem ter? Só quando uma humanidade livre dos preconceitos da sinceridade e coerência tiver acostumado as suas sensações a viverem independentemente, se poderá conseguir qualquer coisa de beleza, elegância e serenidade na vida.
Fernando Pessoa 1915
1ª publ.:”Crónica da vida que passa”. in O Jornal, nº 2. Lisboa: 5-4-1915.
Ultimatum e Páginas de Sociologia Política. Fernando Pessoa (Recolha de textos de Maria Isabel Rocheta e Maria Paula Morão. Introdução e organização de Joel Serrão) Lisboa: Ática, 1980.